As vezes feres os meus sentimentos e nem parecer preocupar-te, usas as palavras a teu belo prazer e ardem, guias-te por esse teu instinto, tanto vens como esqueces o que sinto, o mundo gira e nada parece mudar, se calhar fui eu que parei de tentar. Tanto faz quando não estamos em sintonia, juntamos a tua frieza com as minhas ironias, fazemos guerras das alianças de paz, cada um no seu lado, loucos e insensatos, procurando algo sem encontrar. Por vezes esqueço o que pensas de mim e crio ilusões, depressa trazes-me de volta a terra, sou mero humano, o mais errado, aquele que te faz duvidar e temer, mas o meu olhar também espelha o cansaço, também me percorre o receio, mas esse não sabes vê-lo. Não sou o mais que pensaste ser, de especial nada terei, e mesmo assim ousei ser e querer. Mas isso não sabes tu ver...
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