sábado, 25 de setembro de 2010

Tatuagens, cravam-nos na pele algo que nos recorda coisas importantes, o que não gosto delas é que custa apagá-las, porque por vezes há quem se arrependa do que em certo momento decidiu gravar como recordação ou então a recordação deixa de ser algo bom para se tornar em algo que se quer esquecer. E aquelas desenhadas por baixo da pele? Que ardem e provocam dor e ninguém consegue ver, que chegam a fazer-nos duvidar da nossa sanidade, essas nem há forma de apagar e por vezes até aumentam de dimensões. Têm várias formas, foram feitas em vários contextos, desenhadas por uma ou mais pessoas e nem nos foi dada opção de não vir a possuí-las. Podem não ter cor, nem um formato certo ou algum tipo de padrão, mas sabemos bem as linhas que a constituem, sentimos cada traço profundo e ainda assim acreditamos na possibilidade de cicatrização das mesmas.


"Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis" => Faith is to believe what you do not see; the reward of this faith is to see what you believe

St. Augustine

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