Foto: Genzo
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O último lugar
O último lugar, a mim pessoalmente remete-me para um sítio onde possa ouvir os meus próprios pensamentos, onde tudo à volta se enquadra numa harmoniosa composição de cores, texturas entre outras coisas. Uma sinfonia entre emoções tácteis, visuais e auditivas que nos transportam em pensamento, quase um lugar sagrado onde o “eu” encontra o seu lugar, talvez o último lugar existente na terra onde tudo faz sentido, mesmo que por meros momentos. É a magia do efémero, da procura de uma realidade que possa nem existir, ou que talvez não existam factos para constata-la. É o brotar de novos sentimentos, e fragmentação do que se dá por concreto, é a divagação das palavras, a busca do tudo e do nada, a certeza de que nem tudo é branco ou negro. O reconhecimento de um sem limites de possibilidades, uma palete de cores por explorar, um mundo que nunca parara de girar.
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