Vi um miúdo cair na triste armadilha da gravidade, caiu do
ramo mais baixo de uma árvore, sobre a relva e chora pela sua dignidade.
Da próxima vez não aspirará chegar mais alto, com medo de
voltar a tropeçar, o receio do poder gravitacional esmaga-lhe o sonho que
queria alcançar.
Mas não existem oportunidades na conformidade do não tentar,
ou voltamos a cair ou quem sabe, acabamos por ganhar.
Nem sempre existe um único caminho singular e exacto, a
verdade nem sempre é boa, o escuro nem sempre é mau, nem sempre devíamos tentar
encarcerar significados, fazer deles dados inalterados.
Cadeia incessante de interacções que nos permitem converter,
evolucionar, mudar, procurar o potencial máximo, tudo na vida precisa do seu
contrapeso, mal, bem, morte, vida, ambiguidade por todos nós percorrida.
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