sexta-feira, 19 de junho de 2009


Se deixasses de raspar-me a mente
podia não pensar mais,
podia não chegar onde os gritos emudecem,
deixando o sol sangrando por ai.

Já não posso queimar-me mais,
e o vento foge com as minhas cinzas,
assim aprendi a asfixiar-me no fumo dos meus ossos.

Saberás quando morri
porque nem a chuva me alcançará,
as tuas mãos frias já nunca me encontrarão,
e o meu sangue não as recordará.

Bebi o vinho da tua boca,
com os cristais das tuas estrelas apagando-se lentamente,
afundado-se até ao fundo do mar,
ai estarei, nesse jardim azul,
e no meu mundo ninguém poderá entrar
nem sequer o vento ou sol,
tudo será eternamente lento,
sedado, e repleto de canções vazias.

1 comentário:

  1. Eu fico sempre sem palavras com os teus jogos de palavras *-*

    meu genzo$

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