Teoricamente os nossos possíveis comportamentos parecem sempre mais fáceis do que na realidade o são... visto que ao pratica-los, mesmo que ingenuamente, sempre irão reflectir-se noutras pessoas.
E aqueles dos quais nos arrependemos, não podem ser apagados, não são as presenças de algo ou alguém que os relembram, simplesmente coabitam connosco, na nossa mente, tornam-se parte de nós, como que numa fusão inconsciente.
As boas intenções não passam disso, no fim são os comportamentos concretos que vencem a batalha, por mais que se tente dissipar os acontecimentos maus, não funciona assim, a memória é algo com um grandioso poder para o bem e para o mal, é ela que nos martiriza sem dó ou piedade. Quantas vezes o desejo de apaga-la nos invade, quantas vezes descobrimos que tal é impossível...
Não se pode voltar atrás, mas pode-se lutar para que algo mude no dito futuro, esse que até os simples gestos tendem em muda-lo num ritmo que não controlamos, e por vezes torna-nos em meros espectadores de nós próprios.
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