As almas tornam-se pesadas,
entorpecem os músculos,
causam dor e perda de rumo.
Acabamos por sentir-nos vagabundos,
atravessando uma neblina espessa,
em cada direcção mais e mais incertezas.
Somos os instrumentos de uma orquestra sombria,
o som desolador no decorrer do concerto,
estilhaços e gritos, depois apenas silêncio.
Procuramos e não encontramos,
tudo e todos tornam-se nada.
Criam-se barreiras e refúgios,
e em solidão fechamos-nos no vazio.
Tudo é tão escuro, não me falem em arco-íris,
estraguei a retina, tenho visão turva,
não sei se é noite ou dia,
mas tanto faz, quando não há vida.
Sem comentários:
Enviar um comentário