quarta-feira, 1 de julho de 2015


Vi morrer os meus sentimentos

Afogados em noites sem estrelas

Tocando sem pressa os silêncios

Com mãos cobertas de tristezas



Por vezes nu de nostalgias

Ou vestido com saudades

Os meus sonhos, tão breves como o alvorar

Chegam-se a perder entre palavras



Fui a sombra de uma noite

Chegando a vaguear por esquinas

Procurando um sinal do teu nome

Cravado ainda nas minhas feridas



Exausto, e às vezes perdido

Vi chorar amanheceres

Com gotas frias de esquecimento

Que lentamente me cobriram de desalento



O meu rosto molhado na ausência

Entorpecido o corpo e entranhas

A dor que grita na distância
Levo-a comigo na alma

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