Vi morrer os meus sentimentos
Afogados em noites sem estrelas
Tocando sem pressa os silêncios
Com mãos cobertas de tristezas
Por vezes nu de nostalgias
Ou vestido com saudades
Os meus sonhos, tão breves como o alvorar
Chegam-se a perder entre palavras
Fui a sombra de uma noite
Chegando a vaguear por esquinas
Procurando um sinal do teu nome
Cravado ainda nas minhas feridas
Exausto, e às vezes perdido
Vi chorar amanheceres
Com gotas frias de esquecimento
Que lentamente me cobriram de desalento
O meu rosto molhado na ausência
Entorpecido o corpo e entranhas
A dor que grita na distância
Levo-a comigo na alma
Levo-a comigo na alma
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