És tu quem vai mudar o mundo, quem vai destruir todas as
teorias da humanidade.
És tu quem pode ver os pirilampos e dragões que voam em meu
redor.
És tu o duende oculto que alimenta a minha loucura e consome
a realidade.
És tu que me falas no silêncio, nesse teu tom de voz.
És tu que fazes caso omisso das minhas intenções, e enches
de elogios os demais.
Ato-te e consegues escapar, como um peixe que nunca é
pescado, mais tarde hás de me contar em que porto decidiste ficar.
És tu quem me fizeste ver a vida branca e prateada, nos dias
em que o tempo não quis passar.
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