sábado, 2 de maio de 2009


Agora ando meio cansado e parece que não acontece nada de novo
Nenhum vaso que se parte, nenhuma mão que passa pelas minhas costas
Hoje é uma daquelas noites em que ando só por andar
Em que me riu para não chorar


Apanho um táxi, mas não é fácil dizer que não quero voltar
Arranca e não me perguntes nada
Apenas leve-me para parte alguma


Agora estou a perder o juízo
Sinto-me como se sangrasse pelos olhos
Estou a ficar louco
Só quero desaparecer
Tenho que decidir-me, mas não sei sequer se parte alguma existe


Tenho pouco dinheiro e não levo equipagem
As luzes da rua já começam a almarear-me
A estrada queima-me e não quero arrefecer
Sinto as veias ferver e o coração a arder


Sou como um barco fantasma com rumo para nenhum sitio



1 comentário:

  1. "Apanho um táxi, mas não é fácil dizer que não quero voltar
    Arranca e não me perguntes nada
    Apenas leve-me para parte alguma..."

    às vezes desejo ter a coragem de ir a uma estaçãoe apanhar o primeiro comboio, seja para onde for, sucessivos comboios. Evaporar daqui por algum tempo, por tempo indeterminado. para sempre....

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