quarta-feira, 27 de maio de 2009
Difícil exprimir tantas coisas acumulados, continuar a adorar o que se que odiar. Palavra confiança acarreta muita simbologia, eras uma luz quando ainda não tinha nascido o dia. Dei-te um pedaço meu, que só a mim pertencia, sem qualquer interesse, não por pensar que o merecesses, apenas por sentir que eras importante, o que outrora foi uma desconhecida tornou-se boa amiga. Partilhei contigo dor, sofrimento, alegrias, sabias o que ambicionava, o que queria e desejava, até o que temia. Deste-me alegria, mas também lágrimas carregadas de intensa dor, coisas que não esperava, para as quais não estava preparado, a vida é mesmo assim, improvisar em qualquer cenário. Longe vão os tempos em que riamos das mesmas coisas e caminhávamos em direcções iguais, ao mesmo ritmo, sem ultrapassarmos-nos, não possuíamos trunfos, jogávamos com todas as cartas na mesa, um passo mal dado e acabamos rivais num campo de batalha, acertaste-me, feriste-me, apontei-te e tentei dar-te o melhor disparo, possuías escudo contra as minhas balas, desisti antes do final da batalha, contra ti não luto, não te vou ferir, não importa a profundidade com que me atingiste, sei que te esforçaste por sarar-me a ferida, não apenas essas, mas todas as que possuiu, mas são demais pró esforço de uma mortal, deixa-me simplesmente sangrar. Não sei em que direcção vou, mas fiz questão de não ir na mesma que tu, por orgulho, por raiva, por tudo o que consigo ter contra ti, deste-me e tiraste sem hesitar, apenas te quero odiar.
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Odeia me...
ResponderEliminarSangra...
Mas deixa-me ficar num cantinho. Não por mero divertimento. Nao me excluas. Deixa-me ficar num cantinho só meu. Deixa-me sentir a tua dor. Não por mero divertimento, não.
Não por compaixão ou pena, não
Deixa-me ficar apenas. Nem precisas de me olhar ou tocar...