Deixei-te entrar aos pouco, ambos não esperávamos nada um do outro.
Possuía uma ideia sobre ti, que aos poucos foste desfazendo com pequenas palavras, pequenos gestos, pequenas atitudes. Em momentos não esperava tanto de ti, noutros obtive menos do que pensava ser possível, mas o erro deve ter sido meu de criar expectativas acerca de ti com o passar do tempo.
Ninguém deveria querer conhecer cada reacção de quem nos rodeia, por mais próximos que nos sejam, há coisas que vão ser sempre incompreensíveis para nós, nem o tempo irá elucidar-nos acerca do que aconteceu e do porque aquele momento despertou tamanho turbilhão de pensamentos e sentimentos.
Talvez a minha opinião acerca de ti tenha mudado de novo, neste momento não sei nada, só sei o que eras e isso é um vazio no presente.
Quero voltar a crer nas tuas palavras, e voltar a sentir a protecção e paz que me davas.
Quando há algo que culpar, algo onde depositar a raiva de modo a sentir que limpamos a memória dos pensamentos que a envenenam, ai sim, libertamos a mente de qualquer acto que provoque dor e revolta.
Desejar odiar aquilo que protegíamos e adorávamos é no mínimo estranho e confuso.
Criei laço contigo, não deixes que se desatem
[gritos silenciosos]
"Criei laços contigo, não deixes que se desatem."
ResponderEliminaroh !adorei esta +.+